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quarta-feira, 25 de maio de 2016

Ela estava dentro do meu olho, e ela queria falar


AVISO: Este texto não foi feito para uma leitura superficial, nem tampouco é um texto como qualquer outro neste blog. Merece especial interpretação.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

As coisas que eu aprendi com ele



Eu só quero estar com ele, por quê pensar nele faz com que eu sinta cada célula do meu corpo um pouco mais viva. Mais do que a música, mais do que a escrita, mais do que meu prato favorito, mais do que um bom livro, ele faz o mundo parecer mais colorido, faz com que levantar da cama valha a pena. Quero dizer, em quantas manhãs eu já quis apressar o tempo pra ver o final feliz, acordar com os olhos dele abertos, me encarando dormir... Eu sei, eu não posso ver o futuro, sei que posso acabar tropeçando nos meus próprios passos e a probabilidade diz que é muito provável que eu tropece, mas e daí? Será que sonhar não valeu a pena? Foi mesmo com ele que eu aprendi isso, e talvez tenha sido eu quem contribuiu pra que ele pensasse diferente hoje. Mas e se eu der um passo pra trás? Nem sempre um passo pra trás é regresso, as vezes é progresso e também foi ele que me ensinou isso. Não que não tenha doído e que não esteja doendo até agora, todo esse aprendizado, mas é assim que são as tatuagens, elas doem pra ser feitas e doem pra cicatrizar, mas cicatrizam e ficam pra sempre, a não ser que não seja pra ficar, e isso a gente só sabe depois. De um jeito ou de outro de alguma forma e por algum tempo a tatuagem serviu. Mas tatuagens? Sim, tatuagens da vida. A gente tatua muitas coisas na vida, algumas intencionalmente, umas contra vontade, mas no fim toda essa marcação serve pra você ser quem você foi predestinado a ser, e ter a vida que você foi predestinado a ter. Com as tatuagens você aprende muito, e com ele consegui mais tatuagens do que o tempo podia permitir. Tatoo demais pra tempo demais, e as vezes isso me deixa louca. Vivemos intensamente, doemos intensamente, superamos intensamente, nem sempre na mesma dose, mas vamos lá, isso não é ruim. O equilíbrio sempre foi meu corrimão, minha segurança, mas a vida não é sobre equilíbrio sempre. A vida é mais sobre não estar no controle, e as vezes é isso que faz ela melhor do que esperamos quando não esperamos mais.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Afã



Ela andava tão cansada que não se via mais fazendo as coisas que queria fazer, nem as coisas que devia fazer, nem as coisas que precisavam ser feitas. Do que estava cansada? Ela não sabia. Talvez fosse a vida, talvez fosse a forma como tudo acontecia, nunca como planejado. Talvez ela fosse o problema mesmo. Sentia-se presa, e sua prisão era ela mesma. Como seria liberta? Como ser livre quando a prisão a mantinha viva? Outra coisa que a perturbava e aprisionava era como não conseguia terminar nada do que começava, sua mente era uma constante bagunça. A verdade é que ela nem sabia se queria se livrar daquilo tudo, por quê o costume é muito confortável, mesmo quando é um costume incômodo. Em algumas manhãs ela acordava querendo ser outra pessoa, mas essa sensação passava quando se lembrava todo o esforço que teria que fazer pra sair do buraco em que tinha entrado sozinha. Estava com força de menos ou preguiça demais? Será que algum dia já teve força ou será que de repente ela tinha esquecido do que forneceu força todo o tempo pra ela? Era mesmo possível esquecer? se tivesse se esquecido, devia se sentir mal? É, as coisas estavam confusas de novo. Imaginou-se deixando o mundo em modo de espera e fechou os olhos pra dormir, aquele dia já havia recebido mais perguntas do que podia suportar.