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terça-feira, 24 de maio de 2016
Ela pela Janela: Era mais do que parecia
Em meio aos outros, sentia-se num deserto. Gostava de sorrisos, gostava de vozes, gostava de abraços, mas não trocaria seus momentos de paz por nenhuma dessas coisas. A chuva do lado de fora empalidecia as luzes do mundo, mas do lado de dentro ela estava acesa como todas as palavras que aqueciam seu coração. Parecia triste, mas não estava. Parecia vazia, mas transbordava. Parecia sozinha, mas era mais do que parecia.
(Ariel Almeida)
terça-feira, 12 de maio de 2015
Para o sonhador
Não estranhe o meu amor, oh, meu amante
Que é feito de prosa e não de rima
Que caminha se você flutua acima
Nesses teus sonhos tão bons, feitos de nuvens
Amor, gosto deste infinito instante
prever um futuro lindo não me basta
pois meus sonhos só são feitos de estrada
De firmar o pé no chão e ir adiante!
Sim, eu amo esses teus olhos de infante
Que de longe brilham tanto que fascina
Mas mudar é necessário, a vida ensina
Mais à nós que somos hoje mais que homens.
Nesse passo é que se chega ao distante
Que hoje é sonho e amanhã já é certeza
Muito mais do que se cabe á natureza
Nós em um e não mais dois como era antes.
(Ariel Almeida)
segunda-feira, 11 de maio de 2015
Devaneios
Corpo Estranho
As invasões foram rápidas e de repente. E mesmo depois de acabar, eu ainda posso senti-las. Não sei se tinha haver com meus devaneios ou com o desespero de pensar que tudo ainda podia piorar, eu só queria fechar a porta por onde você andou roubando os meus segredos.
(2013)
(2013)
Trabalho árduo, carga pesada
Calei. Calar é bom pra pensar melhor, mas dessa vez eu só queria ouvir os passinhos do tempo, que vagarosamente levava pra longe as mágoas de muita gente.
(2013)
Atrasado
- Eu te amo.
(2013)
- Eu te amo.
- Isso não é mais suficiente.
(2013)
(2013)
Fatos
Errar é humano, explodir é possível e perdoar é necessário.
(2015)
(2015)
(todos by Ariel Almeida)
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Máquina-homem
Não, não, você não merece. Não merece sequer uma dessas lágrimas que eu derramei e estou derramando enquanto não secam. Você me fez acreditar que era importante e agora só o que parece importar é uma solução pra sair desse labirinto, solução que eu não encontro.
Todos, todos vocês só sabem brincar, mas talvez a errada seja eu, e talvez o erro seja dar valor á coisas sem importância, o valor tirado das coisas e pessoas que o merecem pra ser entregue ao nada. Nada, nada, vocês são nada, mas conseguem ser tudo quando outra vez eu me recolho ao lençol e as almofadas, e meu mundo se pinta de branco.
É engraçado de verdade como meu cérebro consegue entrar em modo de espera quando vocês sobrecarregam minha memória interna com lembranças e desejos confusos, Pensamentos inconclusos, como se meu processador já não fosse lento o suficiente. Eu nem consigo instalar um photoshop pra disfarçar os erros das minhas imagens mentais! Eu que não sou atual, eu que não sou portátil, eu que não sou descartável como tudo é hoje, mas de idiota acabo tentando ser (e outra vez o erro está em mim).
De repente me recordo da solução, mas então minha língua some, minha mente some, minha racionalidade some e contatar o Técnico se torna cada vez mais difícil... Eu começo a pensar que não vale a pena pra uma máquina velha e inútil como eu, que foi feita ontem, mas já está ultrapassada.
A esperança pois, não habita em mim, mas no grande Técnico da máquina-homem, que no amor ao seu emprego tão mal pago, ouve as engrenagens ruindo e gentilmente cobre-nos de óleo sem cobrar.
- Ariel Almeida
domingo, 10 de abril de 2011
Comadre Alma
E agora, quem será?
Depois de tantas... Por que não ela?
Ela que em palavras (escritas, jamais ditas)
Se derramava, se dava inteira.
Aparências que tanto importam,
Pra que á servem?
Pois se a beleza está nos “olhos-janelas-da-alma”
Ela os abrirá umas para as outras, e fechará para todo o resto.
E assim as comadres almas se debruçarão nos parapeitos
Para conversar um pouco mais.
Até que se calem,
E só as janelas conversem no seu dialeto intraduzível.
As comadres almas sorrirão,
E num despertar imprevisível,
Suas raízes falantes se encontrarão, sob o solo,
Num protesto de existência.
E num laço imensurávelmente forte,
Explosões interiores fecharão as janelas,
Enquanto as comadres almas suspirarão, apaixonadas.
Até que as janelas se abram novamente,
E encarando o vazio do teto,
Percebam que tudo não passou de um sonho.
Percebam que a comadre alma é só mais uma boba,
Cega pelo amor que a mata aos poucos.
E a destinada á isso tudo (que não ela)
Será alguém com bem menos á dar,
Alguém que não sabe sonhar, como comadre alma sonha.
Porém com raízes que falam,
Falam coisas que as janelas da comadre alma
Já não podem falar em seu dialeto intraduzível.
Depois de tantas... Por que não ela?
Ela que em palavras (escritas, jamais ditas)
Se derramava, se dava inteira.
Aparências que tanto importam,
Pra que á servem?
Pois se a beleza está nos “olhos-janelas-da-alma”
Ela os abrirá umas para as outras, e fechará para todo o resto.
E assim as comadres almas se debruçarão nos parapeitos
Para conversar um pouco mais.
Até que se calem,
E só as janelas conversem no seu dialeto intraduzível.
As comadres almas sorrirão,
E num despertar imprevisível,
Suas raízes falantes se encontrarão, sob o solo,
Num protesto de existência.
E num laço imensurávelmente forte,
Explosões interiores fecharão as janelas,
Enquanto as comadres almas suspirarão, apaixonadas.
Até que as janelas se abram novamente,
E encarando o vazio do teto,
Percebam que tudo não passou de um sonho.
Percebam que a comadre alma é só mais uma boba,
Cega pelo amor que a mata aos poucos.
E a destinada á isso tudo (que não ela)
Será alguém com bem menos á dar,
Alguém que não sabe sonhar, como comadre alma sonha.
Porém com raízes que falam,
Falam coisas que as janelas da comadre alma
Já não podem falar em seu dialeto intraduzível.
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